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O Protesto do Momento

Pastor Marco Feliciano está virando mártir (?!)

Polêmica da Comissão de Direitos Humanos vai se voltar a seu próprio favor, pois já está se fazendo de vítima de ativismos

Colunistas  –  13/03/2013 15:55

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(Foto Ilustrativa)

Não sabemos escolher governantes de nossa própria cidade, 
quanto mais um personagem de um jogo de interesses políticos
de um Legislativo que não está nem aí pra nós

Sinto-me honrada e ao mesmo tempo acolhida em fazer parte de uma grupo que ainda sonha que o nosso país pode dar certo. Enquanto a maioria luta para que não fique pior do que já está, eu prefiro pertencer a esse pequeno grupo - quase seleto, por que não? - que torce em silêncio lúcido para que novos rumos aconteçam, mesmo que a duras penas tenhamos que assistir graves espetáculos de horrores e atentados invisíveis contra aquilo que acreditamos. 

O mundo oferece um extenso cardápio de atrocidades virais e escolhemos muitas ofertas para que sejam nossos jargões do momento. É comum encontrarmos pessoas com essas égides na testa, com um posicionamento nítido sobre a barbaridade da hora. É bacana ser contra, se mobilizar no politicamente correto e tal. É uma forma de existir, de não ser chamado de impotente social. 

O alvo da semana 

O alvo desta semana foi o equivocado pastor Marco Feliciano, que assumiu a Comissão de Direitos Humanos por indicação de um partido que está se fortalecendo sem que ninguém perceba e pode até mesmo ultrapassar outros partidos soberanos em uma questão de tempo. 

Li sobre vários protestos através de redes sociais e jornais, mas esses "protestantes" também são muito poucos com relação aos que o colocaram lá dentro através da manipulação ideológica dentro de templos e que os transformaram em fiéis eleitores-doadores. 

Jogo de interesses políticos 

Sambando na minha cara de indignação, ele está virando mártir e esta polêmica toda vai se voltar a seu próprio favor, pois já está se fazendo de vítima de ativismos. Vejo sempre essa história se repetir. Não precisamos ir longe, se não sabemos escolher governantes de nossa própria cidade quanto mais um personagem de um jogo de interesses políticos de um Legislativo que não está nem aí pra nós. 

Diante dessas barbaridades, sinto-me agraciada por fazer parte de uma minoria que não precisa de igrejas e pregadores para conduzir suas crenças, que respeita os direitos do semelhante de se sentir à vontade para suas escolhas pessoais, que acredita e é fiel à sua honestidade que não fere ao próximo, que admite seus erros e tenta não cometê-los de novo, que adota o bom humor como tônico de vida mais saudável, que na dúvida de eleger um cidadão prefere o secreto voto do Não, que não se cansa de ler, perguntar, aprender e se concluir a cada segundo do inesperado. 

Todos de consciência tranquila 

Sinto-me agraciada por saber que não estou sozinha nesse grupo e a vizinhança vem aumentando, acho até que nos tornamos maiorias, e não maiorais, entenda-se. Todos de consciência tranquila por saber que não optamos eleger pessoas tão despreparadas para encher suas contas bancárias de uma forma tão explicitamente vergonhosa. 

Enquanto isso, caso meu desejo de oração particular seja prontamente atendido, o pastor sairá da CDH. Sairá pela porta da frente e não será mais visivelmente criticado, apenas continuará amealhando, pelas portas dos fundos, mais fiéis eleitores apócrifos.

Que Deus não o ajude!

Por Elisa Carvalho  –  elisacarvalho.br@gmail.com

3 Comentários

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  • José Luiz

    Muito bom ponto de vista Elisa. Também faço parte desta minoria que não se deixa manipular por estes hipócritas que falam em vão o nome de Deus.

  • priscila cristine

    Parabéns pela matéria e escolha do tema Elisa! Estamos num país em que educação, saúde e cultura são relegados a segundo plano, vide a Copa do Mundo e as Olimpíadas que viram verdadeiros espetáculos. A grande questão a meu ver é que temos uma laicidade que não é respeitada, a interferência da mentalidade da igreja é direta. Nessa Comissão de Direitos Humanos, por exemplo, 11 dos 18 membros da Comissão dos Direitos Humanos é comporta por representantes do PSC (Partido Social Cristão) e pela Bancada Evangélica. Restaria alguma dúvida de que a nomeação do Pastor seria aceita? Foram 11 votos recebidos e agora sabemos o porque. Lamentável que a Constituição fique apenas no papel e que tanta incoerência seja legitimada nesse país. Mas quem se preocupará com isso agora? HABEMUS PAPAM... ts, ts, ts

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