
(Foto: Reprodução/Internet)
“Navio Negreiro” reúne artistas neste sábado, 20, a partir das 19h, na Vila Santa Cecília
> Primeira edição do sarau no Zumbi: Coletivo Poesia Jah volta ao passado no Memorial Zumbi
Sábado, 20, é dia de Poesia Jah. O Coletivo realiza a segunda edição do seu sarau no Memorial Zumbi, em Volta Redonda, a partir das 19h. O tema central desta vez é “Navio Negreiro”, que abordará as mazelas do racismo, institucional e social. O Coletivo capitaneado pelo trio Circunlókios (formado por Camila Gabriela, violino e voz; Dio Costa, violão, poesia e voz; e Giglio, poesia e voz) trabalha principalmente com questões sociais e é formado por Albinno Oliveira Grecco, Alvaro de Campos, Ed Zambroni, Edgard Escrobatz, Gabriel Sanpêra e Lianto Segreto.
- Alguém ainda tem dúvidas de que “Todo camburão tem um pouco de Navio negreiro”? O Coletivo Poesia Jah não tem dúvida - diz Giglio.
Além dos poemas e músicas do Coletivo e de poetas convidados, o microfone é sempre aberto para o público mostrar suas criações e poemas de artistas consagrados. Tem também brincadeiras, como o Poeta Engarrafado, onde o público é convidado a ler e descobrir quem é o/a poeta. Quem descobre ganha livro ou CD de artistas de Volta Redonda (doados pela Secretaria Municipal de Cultura), que também são sorteados.
- Nesta edição, para a coisa ficar mais bacana ainda, às 17h, o Coletivo realizará a exibição do filme documentário “Dança das cabaças - Exu no Brasil”, de Kiko Dinucci, seguido de um bom bate-papo - entusiasma-se Giglio.
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Confira o calendário das apresentações do Circunlókios no Memorial Zumbi: 20 de maio . 10 de junho . 8 de julho . 12 de agosto . 9 de setembro . 14 de outubro . 11 de novembro . 9 de dezembro
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E o Poesia Jah segue se ampliando. O Coletivo está procurando mulheres que escrevem poemas para ampliar o grupo.
- Queremos levar a visão das mulheres pro sarau. Ampliar o discurso, e, consequentemente, propiciar maiores debates sobre as questões feministas. Principalmente das mulheres negras. E estamos esperando o contato dessas escritoras. Interessadas podem entrar em contato no sarau ou pelo Facebook, na página do Circunlókios ou do Giglio.
> Circunlókios foi a atração, em março, do Festival OLHO VIVO de Artes Integradas
“Dança das cabaças”
Dirigido por Kiko Dinucci, o filme “Dança das cabaças - Exu no Brasil” passa pelas diversas vertentes das religiões afrodescendentes, dos candomblés (de tradição Nagô, Gege, Bantu), Tambor de Mina, passando pela Umbanda e Quimbanda. Conta com participações de sacerdotes e estudiosos. Mostra o lado histórico, como todo bom documentário deve fazer:
Trazido pelos escravos com outros Deuses do panteão Yoruba, Exu foi colocado à margem e passou por um processo de demonização que se inicia na missão católica na África e se estende no período colonial brasileiro, onde seus atributos originais foram ocultados. Exu, que na África era caracterizado como o princípio da vida, a força que move os corpos, a dinâmica, o senhor dos caminhos e das encruzilhadas, a principal ponte entre os mortais e as divindades que habitam o além, passa a ser visto como a personificação do mal perante o modelo cristão, devido ao seu símbolo fálico e seu comportamento astucioso.

