
(Foto: Reprodução/Instagram - Felca)
Segundo o site O Globo, de 13 de agosto, a discussão começou no dia 6 de agosto, quando o humorista postou um vídeo de quase 50 minutos em seu canal no YouTube
Algo que tem surgido muito forte nas redes sociais e espalhadas pelas mídias diz respeito a “adultização infantil” que contrasta e que até pode ser causado pela “infantilização adulta”. Uma ligada à outra, prejudicando intimamente, pois quem são os responsáveis pelas crianças?
Nas últimas semanas, a denúncia feita pelo youtuber Felca sobre a chamada “adultização infantil” - termo usado para descrever a exposição precoce de crianças a comportamentos, roupas e conteúdos sexualizados nas redes sociais - ganhou repercussão nacional, com vídeo que já ultrapassa 175 milhões de visualizações.
Segundo o site O Globo, de 13 de agosto, a discussão começou no dia 6 de agosto, quando o humorista postou um vídeo de quase 50 minutos em seu canal no YouTube, para seus 5,4 milhões de inscritos, em que mostra casos de sexualização e exploração de menores de idade na Internet. Entre os citados, está Hytalo Santos, investigado pelo Ministério Público da Paraíba pelo conteúdo digital que cria. Frequentemente, ele publica vídeos de menores com pouca roupa, fazendo danças sensuais. Uma das adolescente que mais protagoniza conteúdos “adultizados” é Kamylinha Santos, de 17 anos, que teve uma cirurgia de implante de silicone filmada.
Felca disse: “As redes deveriam sinalizar esse tipo de conteúdo e não monetizando. Banindo, punindo e não colocando no caldeirão de sopa dos recomendados”, diz no vídeo do YouTube.
Por outro lado, percebemos o quanto tem muitos adultos “infantilizados”, ou seja, aqueles que não crescem, vivem com “síndrome de Peter Pan” e não querem crescer nunca e, muitas vezes, nem quando são pais e precisam criar seus filhos. E como fazer isso sem maturidade?
Um “adulto infantilizado” é uma pessoa que, apesar da idade cronológica, demonstra comportamentos, atitudes e padrões de pensamento típicos da infância. Essa pessoa pode ter dificuldade em lidar com responsabilidades, estabelecer limites, tomar decisões maduras e enfrentar frustrações, buscando muitas vezes evitar situações que exigem maturidade.
Esses “adultos infantilizados” podem depender muito de outras pessoas para tarefas cotidianas, decisões e resolução de problemas, buscando constante validação e apoio; tendem a reagir mal a situações que contrariam suas expectativas, apresentando comportamentos como birras, ataques de raiva ou fuga; evitam fugir de tarefas que exigem comprometimento e esforço, como trabalho, compromissos financeiros ou tarefas domésticas; possuem dificuldade em estabelecer e manter relacionamentos saudáveis e equilibrados, apresentando comportamentos manipuladores, ciumentos ou dependentes; e podem até mesmo hesitar em tomar decisões importantes, buscando constantemente a validação de outras pessoas e evitando assumir as consequências.
As possíveis causas: superproteção na infância, traumas e experiências negativas, falta de modelos de comportamento adequados e dificuldades no desenvolvimento emocional.
É fundamental distinguir entre comportamentos infantis ocasionais, que podem ocorrer em momentos de estresse ou cansaço, e outros considerados com certo padrão de comportamento infantilizado persistente.
Desta forma, não tem como não fazer um contraponto entre essa “infantilização dos adultos” com a “adultização infantil e dos adolescentes”. Como podem os que precisam e contam com quem os cria (pais e responsáveis) serem educados, se esses não conseguem viver nem a sua própria vida? Complicado e ainda coloca sua geração para frente com outros problemas causados pela sua imaturidade.
Quem precisa ser e viver a infância quer pular etapas e ser um “pequeno adulto”. E a importância de brincar é fundamental parra o desenvolvimento do ser humano, como comprovam estudos pedagógicos e psicológicos.
Em contrapartida, ser um adulto de verdade e de sua idade é o que faz alguém viver plenamente o que a vida tem a oferecer e não ter medo de enfrentar o que vem pela frente como ocorre com crianças e adolescentes numa fase de insegurança de sua faixa etária.
Que os adultos cresçam como crianças e vivam sua vida plena para que criem seus filhos como alguém desenvolvido para sua vida e não precoce para ter mais problemas sem a menor necessidade, além dos normais de cada idade.
Um forte abraço do Rofa!