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Rofa Rogério Araújo

rofa.escritor@gmail.com

Sentimentos

Como reajo ao que fazem comigo?

Tem horas que calar é melhor que falar e esbravejar; desestressa e não causa nenhum malefício posterior

Colunistas  –  11/02/2026 13:00

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(Foto Ilustrativa)

Muitos dos que se definem como sensíveis, aqueles que ficam aborrecidos por razões que, aos olhos dos outros, podem parecer menos importantes, na realidade são os chamados reativos

 

Em muitos casos, a pessoa não está preparada para vivenciar certas situações e, como diz o CVV - Centro de Valorização da Vida, muitas vezes não podemos escolher o que nos acontece. Mas, podemos escolher nossas reações àquilo que ocorre conosco.

Cada um age de forma diferente ao que vivencia. Algumas pessoas dizem que são muito “sensíveis”, que se magoam facilmente, que se decepcionam com amigos, colegas e família e com aquilo que os outros dizem ou fazem. A origem dessa dificuldade pode estar na forma como se lida com os sentimentos.

Pessoas sensíveis, por definição, são capazes de obter uma gama maior de informações sensoriais e emocionais vindas de outros e, portanto, são geralmente muito mais compreensivas, calmas. Raramente se desapontam com os comportamentos alheios. Isso ocorre exatamente porque a sensibilidade aguçada mostra mais do que as aparências, evitando que se desapontem ou criem expectativas excessivas nos relacionamentos.

Muitos dos que se definem como sensíveis, aqueles que ficam aborrecidos por razões que, aos olhos dos outros, podem parecer menos importantes, na realidade são os chamados reativos. Ficam destruídos por uma bronca do chefe, por uma crítica dos colegas, por uma frase mal construída de um integrante da família. Ser reativo é o contrário de ser sensível. Pessoas com esse tipo de natureza chegam a ter dificuldade de pensar quando algo lhes desagrada. Na maioria das vezes, reagem emocionalmente a qualquer coisa, sem refletir, sem controlar, sem observar o todo, sem muitas vezes se perceberem.

Todos nós somos reativos, vez ou outra, mas conforme amadurecemos, nos tornamos menos reativos e mais sensíveis, já que escolhemos nossas respostas, usamos um pouquinho da nossa razão. Quando somos crianças, simplesmente reagimos, o que é natural. Por isso, adultos reativos são, normalmente, acusados de um comportamento infantil e birrento.

Uma pessoa sensível raramente perde o controle, mesmo quando atacada porque, sendo sensível, ela observa e escolhe a melhor resposta. É incomum vê-la reagindo de forma agressiva, instintiva.  O fato é que não temos o poder de escolher aquilo que nos acontecerá hoje, amanhã ou depois. Mas temos o poder de escolher a melhor resposta a tudo o que vai acontecer.

Resposta não é reação. Reação é sinônimo de funcionar no modo automático. Resposta é sinônimo de escolha, de reflexão, de sabedoria e do uso de nossas funções sensoriais, corretamente.

Vale lembrar o escritor Stephen Covey, que destaca em um de seus livros:

“Entre o que acontece comigo e minha reação ao que acontece comigo, há um espaço. Neste espaço está minha capacidade em escolher minhas respostas e definir meu destino”.

Por isso o CVV tem um telefone (188) 24 horas por dia, para atender esses que levam tudo a ferro e foto e não se controlam e, vez por outra, podem sair do eixo e precisam de apoio emocional. Sem contar outros que, também, ficam sem reação com o que acontece e assimilam tudo por dentro, causando depressão e até pensando em suicídio, que tem como objetivo não se matar, literalmente, mas a dor que se encontra por dentro e que não passa.

Não é à toa que tem uma frase popular:

“Falar é prata, o silêncio vale ouro”.

E não é verdade? Tem horas que calar é melhor que falar e esbravejar. Desestressa e não causa nenhum malefício posterior. Só tem a ganhar o silenciar e que pode ser uma resposta maior que um tapa na cara.

“É preciso saber viver” como disse a letra de Roberto e Erasmo Carlos, canção deles e dos Titãs. E, para isso, somente o tempo, a maturidade e as experiências da vida levam a esse nível.

Um forte abraço do Rofa!

. Nota da Redação: Depressão, segundo a ciência, “Não se trata apenas de tristeza intensa; é uma condição médica com base biológica, curso variável e risco aumentado de suicídio, exigindo diagnóstico clínico e manejo terapêutico adequado (psicoterapia, farmacoterapia e, em casos específicos, intervenções biológicas adicionais)”. 

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Por Rofa Rogério Araújo  –  rofa.escritor@gmail.com

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