(Foto Ilustrativa)
Conservadorismo é ter certos princípios enraizados de família, da religião ou na vida, mas que não podem ser enlatados de tal forma que vire desrespeito ao próximo ou algo que fira o direito do outro
Após o que parecia um simples desfile das Escolas de Samba do Rio de Janeiro como tantos outros, nada foi como antes e não pela homenagem ao presidente da República que não vamos falar sobre isso aqui, mas sobre uma determinada ala que representou uma lata com a seguinte descrição: “família em conserva”. E isso alardeou para todo lado uma série de repercussões.
Segundo o histórico do enredo, essa ala representou àquelas famílias que se dizem as tais “conservadoras da moral e bons costumes”, mas que, na verdade, matam sua própria família, violentam esposa e filhos, traem e fazem coisas desse tipo e que tem ocorrido constantemente na atualidade e isso são fatos e não apenas historinhas.
E, realmente, as pessoas têm dificuldade de interpretação de texto e às situações que têm acesso. As “famílias conservadoras” da ala da escola de samba são aquelas hipócritas que batem no peito e se acham as melhores, mas que cometem os maiores crimes e ainda assim permanecem com sua empáfia e não àquelas realmente “conservadoras e tradicionais”. Ao se doer e se igualar a essas estão se colocando como se fossem as falsas não as verdadeiras. Então, onde está o erro nessa história? Quem fez uma sátira e critica ou quem não entendeu?
É preciso entender e falar na lata sobre o que significa ser conservador no sentido real e não apenas falar da boca para fora sem conhecimento de causa. Não se pode comparar uma crítica feita numa escola de samba que sempre faz essas e outras todo ano e se sentir tão afetado assim, ainda mais por um grupo que diz não assistir e até se retirar durante o período de Carnaval como o evangélico que, aliás, não foi citado no desfile.
E, mesmo assim, virou trend nas redes sociais cada “família em conserva” feita por IA, como se assumisse ser uma, mas qual? A verdadeira ou falsa? E precisa propagar que é uma, ou seria melhor ser mais exemplo do que fazer propaganda e entrar na onda porque todo mundo fez?
Ter personalidade é mais importante do que apenas fazer marketing. Quem diz ser de Deus não se abala com o que falam a seu respeito, porque a Ele devem obediência e respeito ou não? A Bíblia diz, inclusive, em Romanos 12.19:
“Amados, nunca procurem vingar-se, mas deixem com Deus a ira, pois está escrito: ‘Minha é a vingança; eu retribuirei’, diz o Senhor”.
Tudo que alguém acha ser errado e contra as leis do Senhor não deve ser rebatido de qualquer maneira, mas aguardar que tudo vem dele em seu tempo.
Dessa forma, o conservadorismo é ter certos princípios enraizados de família, da religião ou na vida, mas que não podem ser enlatados de tal forma que vire desrespeito ao próximo ou algo que fira o direito do outro. Cada uma pode achar o que bem entende, mas não pode violar a liberdade que semelhante tem de agir e falar. Isso seria hipocrisia achar que todos que agem diferente de nós deve ser punido e não são corretos. Na visão de quem? Apenas nossa? Se for nas leis dos homens ou mesmo de Deus irá pagar mais cedo ou mais tarde, e não cabe agir com as próprias mãos e se sujar nisso.
Nada contra o que cada um tem de princípios pessoais, familiares, religiosos ou na sociedade, mas isso não pode se tornar algo que permanece “enlatado em conserva” quando lhe convém e sai na lata depois porque acha que foi atingido. Essa ação passa a ser hipócrita.
Ter uma família estruturada é fundamental para toda a sociedade que engloba todas elas. Quando alguma é desajustada, tem filhos problemáticos e envolvidos nas drogas, pode impactar no coletivo. Mas será que cada família cuida dos seus como deveria, ou apenas bate no peito e defende até os erros cometidos dentro dela?
Vamos refletir sobre nós mesmos e o que temos passado como “família em ou sem conserva” para que pensemos mais no todo e não apenas sermos egoístas e apenas em nós mesmos ou nos nossos familiares.
Um forte abraço do Rofa!
.....................................................................................
Apoie o jornalismo cultural independente
Como apoiar
Para contribuir: Chave Pix 88836843700
O processo é simples e seguro.
A cultura agradece. O jornalismo independente também.
Há cerca de 15 anos, este portal acompanha, registra e divulga a cena de arte, lazer e cultura da região. Shows, espetáculos, exposições, eventos, artistas e movimentos culturais fazem parte de uma cobertura construída com regularidade, critério jornalístico e compromisso com o público.
Desde a criação, o projeto não conta com patrocínio fixo nem financiamento institucional. A manutenção do portal envolve custos permanentes de produção de conteúdo, fotografia, vídeo, hospedagem, domínio, equipamentos, deslocamentos e atualização técnica. Todo esse trabalho é realizado com recursos próprios, o que torna a continuidade cada vez mais desafiadora.
Apoiar este portal é uma forma direta de fortalecer o jornalismo cultural independente e garantir que a cobertura continue sendo feita com liberdade editorial, acesso gratuito e foco na cultura local.
A contribuição é voluntária e pode ser feita de acordo com a possibilidade de cada leitor. Todo apoio é destinado exclusivamente à manutenção do portal e à produção de conteúdo jornalístico.
Se você acompanha, confia e considera importante a existência de um espaço dedicado à cultura, sua contribuição ajuda a manter esse trabalho ativo.

