(Foto Ilustrativa)
Como entender de onde viemos sem saber de nosso passado? Do que ocorreu com nossa família? É exatamente assim como a História do Brasil.
Segundo o Dr. Google, oficialmente, o Brasil foi “descoberto” em 22 de abril de 1500, pelo navegador português Pedro Álvares Cabral, que comandou uma expedição pelo caminho das Índias e aportou no litoral sul da Bahia. No entanto, povos indígenas já habitavam o território há milhares de anos e, registros, indicam que o espanhol Vicente Yáñez Pinzón pode ter chegado ao nordeste brasileiro meses antes, em janeiro de 1500.
Existem alguns detalhes sobre essa “descoberta”: Cabral liderou uma frota de 13 embarcações e cerca de 1500 homens. O primeiro ponto avistado foi o Monte Pascoal, em Porto Seguro (BA). Os chamados “povos originários” muito antes da chegada dos europeus, já habitavam o Brasil, sendo diversas etnias indígenas (como Guaranis, Tupinambás, Potiguaras), o que leva historiadores a preferirem os termos “chegada” ou “encontro” em vez de descoberta. Eles chegaram ou até encontraram o Brasil, mas não “descobriram”.
No contexto histórico, essa expedição integrou o período das grandes navegações portuguesas e o Tratado de Tordesilhas (1494), que garantiu a posse das terras em Portugal.
Laurentino Gomes, jornalista renomado e escritor brasileiro, nascido em Maringá (PR) e conhecido por popularizar a história do Brasil através de livros-reportagem de sucesso, como a trilogia “Escravidão”, além de “1808”, “1822” e “1889”, disse que a famosa carta de Pero Vaz de Caminha, apesar de escrita acompanhando o “descobrimento”, somente foi revelado 300 anos depois, tendo outra divulgada bem antes, falando sobre índios andando nus e muitas outras descrições sobre a beleza natural o novo país.
Dessa forma, o Brasil tem uma história montada e contada como se fosse uma novela, na forma como quiseram para valorizar uns e desvalorizar outros que deveriam ficar à mercê dos fatos a serem registrados.
A célebre frase dita ao avistarem um novo lugar: “Terra à vista”, que seria o Monte Pascal, por ser alto e nos dias próximos à Páscoa, parece ser algo a ser repetido à exaustão para que os livros de história sigam sua trajetória de contar o que se propôs para que todos aprendam e continuem nessa jornada.
Ainda citando o autor Laurentino Gomes, ele argumenta que o Brasil foi construído sobre bases de escravidão e analfabetismo, com uma elite beneficiada e a maioria da população vivendo na pobreza desde o início. Houve uma “ocupação” em vez de “descoberta”: ele enfatiza que o Brasil foi um território “construído” ou “ocupado” e que a identidade brasileira está marcada por esse passado. O autor destaca a drástica redução da população indígena na chegada de Cabral (estimada entre 3 e 4 milhões) para cerca de 800 mil posteriormente, sublinhando o impacto violento do processo de colonização.
Então, quase deveríamos é perguntar: “Quem destruiu o Brasil?” ou mesmo “Quem cobriu o Brasil?”, como um esconder partes da História que não interessava a certos grupos em detrimento de outras que deveriam ser contadas, assimiladas e repetidas.
O citado autor, também disse:
“Eu diria que hoje estudar história é talvez a coisa mais importante que a gente possa fazer, para entender quem somos”.
Como entender de onde viemos sem saber de nosso passado? Do que ocorreu com nossa família? É exatamente assim como a História do Brasil.
Que nesses 526 anos, possamos compreender cada vez mais como e o porquê chegamos do jeito que observamos nossa nação do jeito que está.
Vivamos o Brasil, gigante pela própria natureza!
Um forte abraço do Rofa!
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