(Foto Ilustrativa)
Vamos “roubartilhar” o que é bom e não o que não presta, para o nosso próprio bem e, principalmente, do nosso próximo
Um termo muito atual repetido e repassado nas redes sociais é quando alguém vê algo interessante ou mesmo uma notícia até de origem duvidosa e compartilha, ou para ser mais exato, “roubartilha”. A ideia foi pega de alguém e não criada por quem viu e repassou.
“Roubartilhar” é a junção de compartilhar e roubar, no sentido mais pejorativo e inocente, porque é um roubo de ideias que até pode causar sérios problemas, se não for algo verdadeiro e com utilidade.
Infelizmente parece ter se transformado em moda, uma epidemia, o repassar tudo que se observa nas redes sociais, sem a menor verificação da fonte, como bem faz (ou deveria) os jornalistas da imprensa séria. Porque falar o que não se tem certeza para causar e viralizar não é algo de grande valia, e ainda pode transformar uma ação até em processo judicial, conforme a gravidade.
Uma febre de notícias falsas circula nas redes sociais, seja Facebook, Instagram ou WhatsApp, com tal volume que é impossível de controlar, mas é preciso ter bom-senso e não sair por aí repassando o que não se tem certeza.
De vez em quando, para não dizer em sempre, em grupos que fazemos parte, vem um ou outro que espalha uma mensagem falsa, que é logo desmentida por alguém. E pior que é bem mais comum do que se imagine. Então, acaba que vivemos num mar de mentiras maior até que as verdades.
Algumas frases que encontramos por aí a respeito desse tema, diz:
. “Espalhar desinformação pode gerar consequências devastadoras” - E não é verdade? Imagine o alvo de uma desinformação e seus resultados na vida, sendo algo totalmente inverídico? Depois que feito, não volta atrás e somente traz danos.
. “As notícias falsas geralmente se espalham mais rápido que a verdade” - Dizem que notícia ruim corre voa, e noticio boa apenas anda, por ser um grande fato verídico. Certamente que ninguém gostaria de passar por isso e, se prejudicado, caluniado, por algo que nunca fez ou sequer pensou em fazer.
. “Em tempos de fake news, prevalece a lacração e o uso matreiro” - Parece ser o objetivo viralizar, mesmo que a informação seja falsa. O que mais importa é lacração e ser responsável por atear fogo numa floresta para ver tudo pegar fogo, não se importando nem com as consequências. Algo irresponsável. E esse uso “matreiro” é astuto, esperto, de propósito e nada inocente. Complicado isso feito por um ser humano com atitude bem animalesca.
É mais que necessário que tomemos cuidado com tudo que nos chega via redes sociais, porque a maioria das pessoas não está interessada em nenhuma verdade, mas em colocar fogo no parquinho, e não tem nenhum compromisso com a verdade. Depois, do malfeito, ainda diz “Não sabia que era mentira ou fake news”, quando já é tarde demais.
Se abemos que não podemos espalhar tudo que recebemos porque a possibilidade de não ser verdade é maior do que ser tudo, como vamos, sem pensar duas vezes, sair por aí repassando? Responsabilidade é mais que necessário e um compromisso com o outro que pode ser afetado por essa atitude insensata.
Tem um ditado popular que incentiva a prática da bondade, caridade e altruísmo de forma genuína, sem preconceitos, julgamentos ou expectativa de recompensa: “Fazer o bem sem olhar a quem”. É uma expressão que significa ajudar qualquer pessoa, indistintamente, por amor ao próximo e satisfação pessoal. Quem faz o contrário disso por maldade só prejudica o outro.
Vamos, então, “roubartilhar” o que é bom e não o que não presta, para o nosso próprio bem e, principalmente, do nosso próximo.
Um forte abraço do Rofa!
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