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Rofa Rogério Araújo

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Falta de Informação

Caro mesmo é a ignorância

Em se tratando de políticos, é melhor votar e apoiar em quem já fez algo do que naquele que apenas promete e que nunca se sabe se cumprirá o que prometeu

Colunistas  –  19/05/2026 22:53

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(Foto Ilustrativa)

Ser ignorante não é necessariamente ser pobre ou desprovido de conhecimento, mas ocorre quando falta a alguém determinado tipo de informação ou experiência, o que pode causar algo bem caro nas consequências

 

No ano de 1994, num debate da eleição presidencial, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso contestou o alto preço de uma educação integral. Numa resposta a essa afirmação, o candidato Leonel Brizola, ex-governador do Rio de Janeiro, soltou essa declaração: “Caro mesmo é a ignorância!”.

“Ignorância” refere-se à ausência de conhecimento ou instrução sobre um determinado assunto. A palavra deriva do latim ignorantia e pode significar tanto o mero desconhecimento (falta de informação) quanto a falta de tato social (grosseria).

Podemos dizer que “caro mesmo é a ignorância” porque a falta de conhecimento costuma cobrar um preço muito maior do que qualquer investimento em aprendizado, sabedoria ou crescimento pessoal.

A ignorância pode custar: oportunidades perdidas - pessoas deixam de crescer profissionalmente, espiritualmente e emocionalmente, por não buscar conhecimento; decisões erradas - muitos sofrimentos vêm de escolhas feitas sem entendimento; manipulação - quem não conhece seus direitos, sua história ou a verdade torna-se facilmente enganado; e relacionamentos destruídos - orgulho, preconceito e falta de diálogo geralmente nascem da ignorância.

Se pensarmos na perspectiva bíblica, a falta de conhecimento espiritual também destrói vidas e leva a um total distanciamento de Deus. A Bíblia afirma em Oséias 4.6: “O meu povo foi destruído porque lhe faltou o conhecimento”. Isso mostra que a ignorância não é apenas “não saber”; muitas vezes é recusar-se a aprender, ouvir, refletir e mudar.

Por outro lado, investir em conhecimento pode parecer caro - estudo, tempo, disciplina, livros, experiências - mas os frutos são libertadores. Como Jesus declarou em Bíblia Sagrada, João 8.32: “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. E essa verdade, no texto bíblico, é o próprio Jesus e não uma verdade mundana ou qualquer.

Há também um sentido prático nessa frase: um livro pode custar um pouco, mas a falta dele pode custar uma vida inteira de limitações. Um conselho sábio pode evitar anos de sofrimento. Aprender antes evita arrependimentos depois.

Ser ignorante não é necessariamente ser pobre ou desprovido de conhecimento, mas ocorre quando falta a alguém determinado tipo de informação ou experiência, o que pode causar algo bem caro nas consequências.

Em épocas de eleições, por exemplo, é um caso típico. Muitos se vendem por algo material que é prometido, não pensando em algo maior e mais definitivo para a estrutura de um governo, ficando apenas no superficial e instantâneo, não suprindo o que poderia ser a longo prazo mais resolvido.

Se bem que, em se tratando de políticos, é melhor votar e apoiar em quem já fez algo do que naquele que apenas promete e que nunca se sabe se cumprirá o que prometeu. Exemplo típico, uma rua asfaltada antes, para votar depois no que foi feito é algo mais sensato.

Por isso, muitos dizem: “Se você acha a educação cara, experimente a ignorância”. E isso vale para a vida intelectual, financeira, emocional e espiritual.

Um forte abraço do Rofa! 

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Por Rofa Rogério Araújo  –  rofa.escritor@gmail.com

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