(Foto Ilustrativa)
A dinâmica das redes sociais recompensa esse comportamento, gerando engajamento
Essas figuras onipresentes na web, conhecidas por emitirem opiniões infundadas sobre absolutamente qualquer assunto com a mesma convicção de quem possui doutorado na área.
Esse comportamento é impulsionado por um desejo natural de pertencimento e pela dinâmica das redes sociais, que recompensam o engajamento gerado por polêmicas e certezas.
Para entender melhor a dinâmica da “cultura do achismo” na internet e o fenômeno dos “tudólogos” (comentaristas de tudo e especialistas em nada) é preciso algumas análises bem pertinentes.
O “fenômeno dos tudólogos”
A internet deu voz a milhões de pessoas, o que fez com que a simples observação do mundo virasse conteúdo digital. O perfil clássico do especialista em achismo se caracteriza por:
. Autoridade inventada - Quando discursam como se fossem autoridades máximas, mesmo sem qualquer formação ou leitura prévia sobre o tema;
. Falsa simetria - Colocam opiniões sem embasamento científico ou técnico no mesmo nível de pesquisas acadêmicas e dados consolidados;
. Recompensa algorítmica - Declarações extremadas e polêmicas atraem mais atenção e comentários, incentivando a produção contínua desse tipo de conteúdo.
Como identificar o “achismo”?
Para proteger-se da desinformação, é essencial separar a opinião de especialistas reais de análises puramente intuitivas:
. Falta de referências - Dizer “todo mundo sabe que...” ou “pesquisas mostram...” sem citar fontes, estudos ou dados verificáveis;
. Generalizações - Simplificação excessiva de problemas complexos (políticos, econômicos, de saúde) com soluções milagrosas e óbvias;
. Apelo à emoção - Textos e vídeos construídos para gerar raiva ou indignação imediata, em vez de reflexão.
Como não cair em armadilhas de desinformação
Dicas para identificar conteúdos baseados em dados reais em vez de achismos:
. Impactos reais - O problema do achismo vai além da chateação nas redes sociais. Quando aplicado à vida real, ele pode gerar prejuízos na saúde e ciência, quando do espalhamento de fake news que colocam vidas em risco;
. No marketing e negócios - Quando empresas e influenciadores que operam com base em “suposições” em vez de análise de métricas;
. No âmbito jurídico - Quando do cometimento de crimes virtuais, como calúnia e difamação, por pessoas que acreditam que a internet é uma “terra sem leis”.
Você já encontrou algum “especialista em achismo” recentemente? Seja de que “área” for: política, saúde, finanças (sempre haverá aqueles que dizem saber sobre tudo e todos) e, certamente, sabendo que são pessoas que falam sobre qualquer assunto como se fossem experts teremos uma melhor clareza de que não podemos confiar em qualquer informação advinda da internet, por achar que o Dr. Google, Dr. Instagram, Dr. Facebook e muito menos Dr. WhatsApp, prestarão serviço real sem o menor interesse em repassar o que lhes convém.
E ainda tem o IA (inteligência artificial) que veio para ajudar, mas complicar ainda mais essa situação toda. É preciso muita cautela para não cair em notícias e conteúdo para lá de falsos e totalmente desprovido da realidade, para não sermos ludibriados e cairmos em golpes desnecessários pela má fé de tanta gente que deseja o mal e que sigamos seus pensamentos, ideológicas, não se importando nem num pouco com a verdade.
Cuidado sempre ao lidar os “especialistas em achismo” pela internet!
Um forte abraço do Rofa!
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