(Foto Ilustrativa)
O pai é alguém que, além de ensinar o presente, visando o futuro, deixa um legado que jamais será esquecido
Ser pai no mundo atual, com a tecnologia, influência das redes sociais, é algo desafiador, já que tudo que é ensinado pode ser contradito por meio externo, o que pode causar um grande estrago na formação de uma pessoa ao longo dos anos, em especial na adolescência e juventude.
O Dia dos Pais surgiu nos Estados Unidos em 1909, criado por Sonora Louise Smart Dodd para homenagear seu pai, e chegou ao Brasil em 1953 por iniciativa do publicitário Sylvio Bhering.
Sonora quis homenagear o pai, um veterano da Guerra Civil Americana que criou sozinho os seis filhos após a morte da esposa. A primeira festa ocorreu em 19 de junho de 1910, na cidade de Spokane, estado de Washington. E a oficialização ocorreu quando se tornou feriado nacional nos Estados Unidos em 1972, fixado no terceiro domingo de junho.
No Brasil, foi instituído em 1953 pelo jornal “O Globo”, por meio de uma campanha do publicitário Sylvio Bhering. O objetivo inicial, a data foi pensada para o dia 16 de agosto (ligada ao Dia de São Joaquim, na tradição da Igreja Católica, pai de Maia, mãe de Jesus, ou seja, seu avô) com a meta de aumentar as vendas do comércio no segundo semestre. A comemoração foi transferida para o segundo domingo de agosto para facilitar a reunião das famílias no fim de semana.
Ser pai no mundo atual exige presença ativa, afeto aberto e superação de velhos modelos, indo muito além do antigo papel de apenas pagar contas. A participação real, desde o nascimento do filho, como trocar fraldas, dar comida e acompanhar a rotina escolar lado a lado com a mãe, e muito além e importantíssimo, como a expressão de carinho o dizer “eu te amo”, abraçar e chorar sem medo, mostrando que ser homem de verdade inclui ser vulnerável e humano.
Os desafios do mundo moderno com o uso da tecnologia: encontrar o limite certo para o uso de celulares, redes sociais e telas na vida das crianças; um equilíbrio com o trabalho, dividindo o tempo para não deixar que o sucesso profissional destrua a convivência em casa; e lutar contra a rigidez, abandonando a ideia de ser um pai perfeito ou duro demais, deixando os filhos explorarem o mundo com segurança.
Sigmund Freud, disse a respeito da paternidade:
“Não me cabe conceber nenhuma necessidade tão importante durante a infância de uma pessoa que a necessidade de sentir-se protegido por um pai”.
Aquela sensação da criança de tratar o próprio pai como um super-herói deve ser respeitado e a não ter uma imagem descontruída que pode resultar num trauma é fundamental.
Honoré de Balzac, refletindo, disse: “Um bom pai vale por cem professores”. E como deve ser uma realidade, já que a educação começa em casa e não na escola, como muitos acham. Quem precisa educar é o pai e mãe. A escola forma o conhecimento e solidifica o que já foi iniciado no lar. Quando há desajuste lá, a situação pode se complicar e prejudicar de vez a formação do indivíduo, única para cada um.
O famoso verso sobre o pai de Mário Quintana: “Porque há nas tuas mãos, meu velho pai, essa beleza que se chama simplesmente vida”, do poema “As Mãos do Meu Pai”, do livro “Esconderijos do Tempo” (1980). O poeta exalta o valor do pai por meio do trabalho e do afeto marcados nas mãos envelhecidas e mostra o pai como alguém que lutou contra a solidão do mundo para criar e proteger o filho.
O pai é alguém que, além de ensinar o presente, visando o futuro, deixa um legado que jamais será esquecido, na hora das lembranças, de uma dificuldade, o ensino será recordado como alguém enraizado na vida que foi deixado para servir de conselho perpétuo a ser utilizado quando necessário.
Ser pai é ser exemplo e não mau exemplo na vida do filho, em vida e, principalmente, depois, para que suas lembranças sejam eternas.
Um forte abraço do Rofa!
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