(Foto Ilustrativa)
Ser açodado, não analisando direito o que se faz, só porque precisa agir, é uma ação precipitada e pode ser extremamente prejudicial a curto, médio e longo prazo
“Se não puder voar, corra. Se não puder correr, ande. Se não puder andar, rasteje, mas continue em frente de qualquer jeito”, disse um trecho do discurso, em de 1960, na Faculdade Spelman, do ativista e pastor, Martin Luther King Júnior.
A frase foi dita em 10 de abril de 1960, durante um discurso no Spelman College, uma faculdade histórica para mulheres negras em Atlanta, Geórgia, Estados Unidos. O pronunciamento chamava-se “Keep Moving from This Mountain” (Continue movendo-se desta montanha).
Esta célebre citação é um poderoso apelo à persistência. Ela nos lembra que o ritmo do progresso importa menos do que a decisão de nunca parar de avançar rumo aos objetivos. E quantos por aí afora não desistem numa primeira tentativa e não persistem rumo ao sucesso no que fazem.
A “superação de barreiras” dita por King, falava sobre as “montanhas da sociedade” - como o racismo, a segregação, a violência e a apatia - que os jovens e o movimento pelos direitos civis precisavam derrubar.
O significado da mensagem é algo bem profundo e leva a diversas reflexões relevantes. Uma delas é a adaptação, pois o valor da ação não depende da velocidade, mas da constância. Outra é a superação, ou seja, cada passo - por menor que pareça - representa uma vitória contra a estagnação. Melhor andar devagar, e andar, do que simplesmente parar e ficar no mesmo lugar.
Num contexto mais prático, podemos citar a resiliência como algo fundamental à vida. Manter o foco, mesmo diante de grandes limitações físicas ou emocionais pode ser um verdadeiro segredo que quase ninguém realiza, mas que faz toda a diferença. E a evolução em aceitar o próprio ritmo em momentos de crise ou dificuldade, pois ninguém age igual o tempo todo.
Às vezes a frase “Devagar se vai ao longe” pode ser uma grande realidade a ser vivenciada como algo real. Esse é um famoso ditado popular da língua portuguesa que ensina que a paciência, a constância e a calma levam alguém a alcançar grandes objetivos de forma segura. Fazer as coisas com pressa pode causar erros ou cansaço antes do fim.
Ser açodado, não analisando direito o que se faz, só porque precisa agir, é uma ação precipitada e pode ser extremamente prejudicial a curto, médio e longo prazo. Pode ser que pisar no freio ou até mesmo recuar seja uma atitude mais sensata e inteligente, levando mais longe do que simplesmente correr ou andar de qualquer maneira.
“Décadas após a sua morte, continua a inspirar todas as pessoas do mundo que lutam pelos direitos humanos e pela dignidade humana face à opressão, à discriminação e à injustiça”, aponta António Guterres, atual secretário-geral da ONU, em entrevista publicada pela organização no dia 4 de abril de 2018 sobre a importância de Martin Luther King Júnior.
Segundo o site National Geographic Brasil, King tornou-se um líder notável do movimento pelos direitos civis nos Estados Unidos entre 1955 e 1968, ano em que foi assassinado. A discriminação e o racismo no sul do país - sua região natal - foram o mote para ele liderar movimentos como a Marcha sobre Washington, em agosto de 1963, que garantiu o direito ao voto livre a todos os cidadãos dos Estados Unidos, sem quaisquer restrições discriminatórias de cor ou raça.
Na ocasião, Luther King proferiu em seu discurso a frase “Eu tenho um sonho”, que transcendeu fronteiras e rendeu a ele reconhecimento e respeito internacionalmente. Sua luta pela defesa dos direitos civis foi consagrada com a nomeação ao Prêmio Nobel da Paz, em 1964.
Assim, o trecho do citado discurso permanece atual ainda hoje: “Continue em frente de qualquer jeito...”
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