(Foto Ilustrativa)
Não adianta a procura por algo que pode ser encontrado bem mais perto do que se imagina e onde talvez ninguém busque
Muito se busca pelo mundo ou vida afora aquela muito procurada e quase nunca encontrada: a felicidade. Mas será que é procurada nos lugares ou motivos corretos ou buscado de forma equivocada?
A verdadeira felicidade reside nas coisas mais comuns e cotidianas, como um café sem pressa, um abraço sincero ou o silêncio compartilhado.
Onde encontrar o “bem-estar” no cotidiano?
Pequenos momentos: alegrias genuínas aparecem em gestos diários, como o sorriso de alguém, uma conversa aberta ou uma refeição tranquila;
Conexões reais: relações humanas saudáveis importam mais para a saúde e a satisfação do que o acúmulo de bens materiais ou o sucesso financeiro;
Presença e silêncio: desconectar-se de telas e exigências constantes ajuda a aquietar a mente e valorizar o momento presente;
Preinamento do olhar: é preciso desacelerar a rotina para notar a beleza dos detalhes que passam despercebidos na correria.
Muitos autores falam sobre o tema para nossa reflexão. O poeta Carlos Drummond de Andrade disse: “Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade”. Muitos procuram de forma complexa, por caminhos longínquos e não bem perto, dentro de si mesmo, não sabendo que ali está a felicidade tão buscada e almejada. Tanto que ela não está em coisas materiais, mas no simples e, talvez, onde menos se espera ou se procura.
Carl Jung, médico e pensador suíço, deixou o seguinte sobre o tema: “A felicidade não vem de buscas externas, mas de um estado interno de equilíbrio”. Quantos que fazem uma varredura nos lugares mais distantes e acabam por encontrar dentro, no interno, no coração e onde se menos espera. Porque, quando se procura muito em coisas ou mesmo em pessoas, jamais será achado. Aquela história de que alguém busca alguém para ser feliz num relacionamento a dois ao invés de buscar fazer o outro feliz, pois se assim fizer certamente o outo o fará encontrar a felicidade.
Henry David Thoreau, escritor, filósofo e naturalista americano, deixou a seguinte pérola: “A felicidade é como uma borboleta: quanto mais você a persegue, mais ela o ilude. Mas, se você ficar quieto, ela pode pousar em você”. Interessante essa frase que explica bem a ideia de sair por aí desesperado “à procura da felicidade” e não encontra, pois ela não está onde é buscada, mas bem mais próximo do que se imagina. Se a pessoa sentir e viver a vida de forma realista, ela a encontrará.
É preciso estar sempre atento, não ficar distraído e não ocupado, impedindo de observar o que tem em volta. Algo surpreendente pode encontrar por perto e você nem imagina, ou por estiver bem ligado com o que ocorre à sua volta.
Dessa forma, não adianta a procura por algo que pode ser encontrado bem mais perto do que se imagina e onde talvez ninguém busque, como a felicidade na simplicidade.
Um forte abraço do Rofa!
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