(Foto Ilustrativa)
Que possamos pensar e repensar para que a política seja algo democrático, com campanhas acirradas sim, discussões saudáveis sim, mas, acima de tudo, respeito um ao outro
Vivemos já alguns anos a política do Brasil como se fosse uma “partida de futebol”. É uma torcida de um lado e do outro que agem inflamadas como se nem pensassem, mas defendessem seu time ou lado, mesmo se reparar algum erro, como de um juiz de um jogo, tentando justificar.
Um partido, na política, mesmo tendo seus ideais e candidatos, não pode ser tratado como um “time de campeonato” sem que haja o mínimo de bom-senso e análise de atitudes coerentes e não irracionais como muitos têm feito. Se agir assim, como pode alguém acreditar em tudo que vê pela frente, se não pode ter certeza da exatidão das ações verdadeiras, corretas, e não éticas, se somente um lado é analisado e considerado sempre o certo e o outro o errado da história?
Muitas vezes, uma torcida de um time age irracionalmente, até violentando a outra, simplesmente porque torce para o outro que não àquele do seu lado. Dessa forma, não há respeito nenhum à opinião contrária, o que é algo bem sério e que causa grande mal a todos ao redor, desde si mesmo até os demais.
E pior que não há convivência possível quando um lado vence e o outro não reconhece a derrota e ainda provoca ou trabalha contra somente porque não venceu. Parece até criança que não aceita perder uma partida senão “fica de mal”. E estamos falando de adultos que precisam conviver com o outro que deveria ter aprendido desde a infância. Nem sempre nossa ideia prevalece e a discussão é válida, mas não chegar “as vias e fato” com agressão verbal e física.
É preciso conviver com as diferenças porque não somos iguais. No pensamento, nos ideais, no comportamento e, principalmente, como seres humanos únicos, mas, nem por isso, devemos nos achar privilegiados ou melhores que os outros de modo que deve prevalecer o que queremos e pensamos.
Se numa partida de futebol, por exemplo, há uma torcida que grita por seu time, animada e até provoca a outra, no maior espírito esportivo possível, assim deveria ser na política. Aliás, sempre foi, até que, de uns tempos pra cá, transformou-se em algo intragável e totalmente competitivo e até violento. O que não justifica, já que a democracia é isso: você escolher o que você quer e, ao se proclamar o resultado, deve-se respeitar e que, na próxima, haja uma nova disputa e que sempre vença quem o povo escolher.
Não seria bom que fosse sempre assim, com harmonia, entre os lados e não viver 365 dias do ano com clima tenso, como em período eleitoral, mesmo que um lado tenha vencido e o outro perdido? Não há ninguém que aguente uma “eterna disputa” diariamente porque todos serão prejudicados, em especial o povo que já votou e fez suas escolhas.
Que possamos pensar e repensar para que a política seja algo democrático, com campanhas acirradas sim, discussões saudáveis sim, mas, acima de tudo, respeito um ao outro, para que a escolha da maioria prevaleça e seja respeitada pela minoria perdedora.
O voto deve ser uma arma nas urnas contra políticos não éticos e corruptos, mas não contra o próprio povo, com violência e ações contrárias e com fake news diárias contra quem foi escolhido, pois isso não irá favorecer a ninguém e todos sairão derrotados com atitudes menores e para lá de egoístas como essas.
Um forte abraço do Rofa!
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