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Premiação

O que muda na TV americana com o resultado do Emmy 2015...

Recado foi dado: ter a maior audiência e salários altos não quer dizer que esteja entre as melhores

Colunistas  –  27/09/2015 17:59

Publicada em: 25/09/2015 (16:59:10)
Atualizada em: 27/09/2015 (17:59:10)

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(Foto: Divulgação)

Somando os prêmios do Creative Arts Emmys, série chegou a 12 estatuetas, das 24 nomeações 

E tivemos a grande cerimônia do tapete vermelho que prestigia os melhores da TV americana. A 67ª edição da cerimônia de entrega das estatuetas aconteceu em 20 de setembro (domingo), com apresentação de Andy Samberg ("Saturday night live"/"Brooklyn nine-nine"). Em duas ocasiões comentei sobre comédias e dramas e dei meus palpites. Acertei alguns. Vamos começar pelas comédias. Como disse na coluna, reafirmo: os fãs de "The Big Bang Theory" ficaram na pista e decepcionados. Após quatro anos na lista da categoria de melhor série de comédia, "TBBT" não levou a estatueta na única indicação que concorria na noite: Mayim Bialik, como atriz coadjuvante. Para você se situar, Mayim faz a falsa feia Amy Farrah Fowler, par romântico do excêntrico Sheldon (Jim Parsons). Os protagonistas de "TBBT" são os mais bem pagos da TV americana. Mas o fato de ter a maior audiência, salários altos, não quer dizer que esteja entre as melhores. A última temporada de "TBBT" foi a mais criticada negativamente da história da série e fez por merecer todas as críticas, pois foi bem fraquinha.

Embora Maylim fosse apontada pela imprensa americana como preferida, quem levou o prêmio foi Allison Janney. No ano passado Allison levou duas estatuetas para casa: a de melhor atriz coadjuvante por "Mom" e melhor atriz convidada em série dramática por "Masters of sex". Gosto muito do trabalho dela, desde "The West Wing". Allinson agora é bicampeã da categoria por seu excelente e divertido trabalho em "Mon", uma das melhores sitcons do momento. Como eu gosto de dizer, "Mon" faz rir sem grandes pretensões. Esse é o sétimo Emmy da atriz. 

"Veep" saiu consagrada da cerimônia 

Mas nas categorias de comédia a série que saiu consagrada foi "Veep" que deixou "Modern family" e "The Big Bang Theory" comendo poeira. Além de Julia Louis Dreyfus mais uma vez levar a estatueta de melhor atriz, a série também levou os prêmios de melhor ator coadjuvante

para Tony Hale - segundo Emmy pela série - melhor roteiro de comédia e melhor série de comédia de 2015, além de melhor elenco - prêmio concedido pelo Creative Arts Emmys, que contempla as categorias técnicas e acontece uma semana antes do Primetime Emmy Awards. Esse é o quarto Emmy de Julia por seu também excelente e divertido trabalho em "Veep", onde interpreta Selina Meyer ex-senadora dos EUA, que em meio a trapalhadas políticas, consegue chegar à presidência da república num caos total. "Veep" foi renovada para a quinta temporada e é exibida no Brasil pela HBO.

Já melhor ator o prêmio foi mais do merecido pelo ator Jeffrey Tambor, protagonista de "Transparent", série que mais parece drama do que comédia, do site Amazon. "Transparent" já foi renovada para a segunda temporada. E para finalizar o papo de comédia os vencedores de melhor ator e atriz convidados da categoria foram Bradley Whitford por "Transparent" e Joan Cusack por "Shameless", respectivamente. 

"Game of thrones" quebrou recorde 

Em dramas o grande destaque do Emmy 2015 foi a épica "Game of thrones", que ao todo, somando os prêmios do Creative Arts Emmys, chegou ao recorde de 12 estatuetas, das 24 nomeações que recebeu este ano. Com este número de estatuetas assume o lugar de "The West Wing" como a série mais premiada em uma temporada da história do Emmy. "Game of thrones" levou os prêmios de melhor série dramática, melhor ator coadjuvante para Peter Dinklage, melhor roteiro e melhor direção pelo episódio final da quinta temporada, além de outros oito troféus do Creative Arts. A série que mobiliza a audiência do mundo inteiro quando estreia nova temporada volta em março/abril de 2016, com sua sexta temporada. Ainda na categoria drama a premiada como melhor atriz coadjuvante foi a já esperada Uzu Aduba por "Orange is the new black", que para mim não é drama nem aqui nem na China, mas... Polêmicas à parte, a série do Netflix é uma das grandes do momento. Uzu ganhou seu segundo Emmy pela série. Em 2014 ela foi premiada como melhor atriz convidada em série de comédia. Sim, "OITNB" já foi classificada como comédia. 

A premiação principal de melhor ator ficou com Jon Hamm protagonista de "Mad Men", série encerrada este ano e favorita para melhor da noite, e desbancada por "Game of Thrones". Jon foi indicado oito vezes e finalmente conseguiu o sonhado Emmy por seu trabalho primoroso como Donald Draper. Já melhor atriz a competente Viola Davis em sua primeira indicação da carreira foi a primeira negra a ganhar o prêmio principal em drama, por sua atuação como protagonista de "How to Get Away With Murder". Em seu discurso emocionado Viola disse: "A única coisa que separa as mulheres negras das outras é a oportunidade. Não se pode ganhar um Emmy para papéis que não existem". 

Essa nova série tem Shonda Rhimes ("Grey´s Anatomy") como produtora executiva. Sua segunda temporada estreou neste mês de setembro. Dizem que a escolha de Viola foi política, pois a Academia vem sendo pressionada para premiar uma atriz negra. Pessoalmente acho que independente de qualquer coisa a atriz fez por merecer. E para finalizar o papo de drama as premiações de ator e atriz convidados da categoria foram: Reg E. Cathey por "House of Cards" e a queridíssima Margo Martindale por "The Americans", respectivamente. 

Festa teve apenas uma zebra 

Em melhor minissérie ou telefilme a noite foi de "Olive Kitteridge", exibida no Brasil pela HBO. A série limitada, atual classificação de minissérie, levou quase todos os prêmios da categoria: melhor série limitada, roteiro, direção, melhor ator coadjuvante para o veterano Bill Murray, melhor atriz para Frances McDormand e melhor ator para Richard Jenkins. "Olive Kitteridge" é baseada no romance homônimo de Elizabeth Strout, vencedora do prêmio Pulitzer. A única zebra na categoria foi o prêmio de atriz coadjuvante para Regina King por "American Crime", minissérie que dispensa elogios e já foi destacada na coluna. 

Até a próxima!

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